Uma travessia pela cultura, pela gastronomia e pela vida noturna de São Paulo.
São Paulo, metrópole dinâmica, recebe os participantes do VI CBDPP 2026 com um convite a explorar sua riqueza cultural. Conhecida pela arquitetura imponente e pela arte urbana, a cidade guarda também um patrimônio histórico e intelectual que recompensa mesmo uma visita curta. O congresso oferece a oportunidade de integrar a exploração cultural à semana de trabalho, do sossego do Parque Ibirapuera às ruas grafitadas da Vila Madalena.
As páginas a seguir não são um catálogo de endereços, mas um breve ensaio sobre a textura da cidade, a saber, como São Paulo come, ouve e se desloca. Endereços práticos de restaurantes, hotéis e estações de metrô estão reunidos na página de Informações Práticas. O que se oferece aqui é contexto, do eixo cultural da Avenida Paulista aos fornos italianos do Bixiga, das escolas de samba do centro histórico à longa faixa de areia do litoral, ao alcance de um fim de semana.
A Avenida Paulista, a poucos quarteirões da área de hotéis recomendada.
Durante boa parte do século XX, a Avenida Paulista foi a espinha financeira de São Paulo, com as sedes dos bancos e das casas de negócios do país. Nas últimas décadas, reinventou-se como o eixo cultural da cidade, com densa concentração de museus, centros culturais, salas de concerto e livrarias ao longo de seus dois quilômetros e meio. Aos domingos, a avenida é fechada aos carros e entregue a pedestres, ciclistas e artistas de rua.
De fato, a área de hotéis recomendada fica a um ou dois quarteirões da avenida, de modo que a maior parte da oferta cultural é alcançável a pé. O MASP, museu de arte mais reconhecido do país, ancora o trecho sul, com a estrutura suspensa projetada por Lina Bo Bardi. A uma curta caminhada, o Itaú Cultural e a Japan House oferecem entrada gratuita a exposições rotativas, enquanto o Sesc Avenida Paulista abre o mirante do 17º andar a uma vista panorâmica da cidade. Endereços e horários constam da página de Informações Práticas.
Aeroportos, metrô e algumas notas sobre dinheiro e gorjeta.
A chegada a São Paulo é facilitada por dois aeroportos, a saber, Guarulhos, que concentra os voos internacionais, e Congonhas, o aeroporto doméstico mais próximo do centro. Ambos se conectam à cidade por táxi, aplicativo e ônibus, com ampla oferta a qualquer hora. Já na cidade, a extensa rede de ônibus, metrô e trens metropolitanos dá acesso à maior parte das atrações.
Na edição de 2026, o congresso ocorre na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Centro Histórico, enquanto a área de hotéis recomendada fica no corredor da Avenida Paulista, a uma curta caminhada da estação Paraíso e bem servida de transporte. A Linha 1 (azul) é o eixo principal entre os dois pontos, com trajeto típico de quinze minutos entre Paraíso e São Bento. Para a conferência de encerramento, no Insper, recomenda-se planejar o deslocamento com antecedência, entretanto, já que o trânsito de São Paulo pode ser severo nos horários de pico.
Recomenda-se levar dinheiro e cartão. A maioria dos estabelecimentos aceita cartões internacionais e pagamento por aproximação, embora alguns pequenos comércios ainda prefiram dinheiro. Convém portar uma quantia modesta em reais, a moeda brasileira, já que outras moedas não são facilmente aceitas fora das casas de câmbio.
A gorjeta usual em restaurantes é de cerca de 10% do total da conta. Na maioria dos estabelecimentos a taxa de serviço já vem incluída, então convém conferir a conta antes de acrescentar qualquer valor. Motoristas de táxi e de aplicativo normalmente não esperam gorjeta.
Uma cidade que come com convicção.
Em São Paulo, quem aprecia comida encontra uma variedade notável de experiências. Um bom começo de dia é em qualquer padaria de bairro, com uma média e pão na chapa, a saber, café com leite e pão francês tostado na manteiga. Esse café da manhã simples é tradição diária para muitos moradores e um modo discreto de entrar no cotidiano da cidade.
A pizza é outro destaque, e a cidade é tida como a segunda maior do mundo no assunto, atrás apenas de Nova York. Da margherita tradicional às variações que incorporam ingredientes brasileiros, as pizzarias atendem a todos os gostos. O antigo quarteirão italiano, o Bixiga, na Bela Vista, segue como o coração simbólico dessa tradição.
A ascensão recente dos izakayas japoneses acrescenta um tom contemporâneo à já rica tradição de cozinhas japonesa e asiática na cidade. Esses bares informais, que servem de sushi a espetinhos grelhados, integram uma cena ancorada em bairros como a Liberdade, que oferece uma introdução profunda às cozinhas japonesa, chinesa e coreana.
A cena gastronômica se estende por uma variedade de cozinhas internacionais e regionais brasileiras. Além da Liberdade, o Bom Retiro reúne sabores da Coreia ao lado de tradições judaica e grega. A alta gastronomia concentra-se em áreas como os Jardins e Pinheiros. De fato, da comida de rua às cozinhas premiadas, São Paulo oferece um cenário que atende a quase todos os gostos e orçamentos.
São Paulo é tida como a segunda maior cidade do mundo em pizza, atrás de Nova York, com a herança italiana especialmente visível nas pizzarias do Bixiga.
Do centro histórico à Vila Madalena e a Pinheiros.
Ao anoitecer, São Paulo se anima com ampla oferta musical e social. A cidade carrega ritmos distintos em bairros distintos, do samba histórico do centro à mistura local de samba-rock e às batidas mais intensas do funk. Essa diversidade atrai um público amplo, atento à textura noturna da cidade.
O samba ocupa lugar particular na vida noturna paulistana, em especial onde escolas de samba e rodas informais prosperam. Ali, moradores e visitantes acompanham as longas preparações para o Carnaval, observando a dedicação às coreografias, às fantasias e aos arranjos de percussão. A experiência conecta diretamente à herança africana que atravessa a cultura brasileira.
Além do samba, São Paulo é polo do samba-rock, gênero que mistura rock and roll e samba tradicional e reflete o caráter multicultural da cidade. Surgido nos anos 1960, tornou-se um som característico da cidade. O forró, dança animada do Nordeste, é apreciado em bares e clubes de bairros como a Vila Madalena e Pinheiros, onde a atmosfera permanece acolhedora noite adentro.
Um escape curto ao litoral para quem fica até o fim de semana.
Para quem fica mais tempo, o litoral atlântico está ao alcance de um fim de semana. O Guarujá, na Baixada Santista, fica a cerca de noventa minutos do centro por carro ou ônibus, além da Serra do Mar, que separa São Paulo do mar.
A cidade oferece uma longa faixa de praias urbanas com infraestrutura completa, a saber, Pitangueiras, Enseada e Astúrias, e segue como destino tradicional de fim de semana dos paulistanos. Quem procura um cenário mais tranquilo pode seguir a Bertioga ou às comunidades pesqueiras do litoral norte, onde a Mata Atlântica ainda encontra a água.
A vizinha cidade portuária de Santos, na mesma descida da Serra, vale uma visita de meio dia por méritos próprios, com o porto antigo, o museu do café e o maior jardim de praia do mundo à beira-mar.